POR QUE QUASE NÃO COMEMORAMOS O DIA NACIONAL DA MULHER?

Ofuscado pelo dia 8 de março, o dia 30 de abril é o dia nacional da mulher. Data pouco repercutida porém de significado imenso para nós, brasileiras.

 

A data internacional parece ter mais peso comercial e não nos remeter tanto a um passado de escassez de direitos, como é o caso do Brasil, que apenas em 1932 as mulheres conquistaram o direito ao voto. 

 

Essa data é em homenagem ao nascimento de Jerônima Mesquita, que foi enfermeira e líder feminista. De origem aristocrata, filha dos barões do Bonfim, Jerônima dedicou sua carreira à fundação Cruz Vermelha na Europa e no Brasil também, cuidando de refugiados.

A união de Jerônima com Bertha Lutz e Stela Guerra Duval e sua atuação no movimento sufragista de 1932 deu frutos que colhemos até hoje como por exemplo, o direito das mulheres ao voto. 

Jerônima participou da fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino em 1922, o Manifesto feminista em 1934 e em 1947 fundou o Conselho Nacional das Mulheres no Rio de Janeiro. 

Nós, mulheres brasileiras, temos muitas referências de mulheres que lutaram e ainda lutam pelos nossos direitos. E e a data, por mais que simbólica, nos lembra que quanto mais fizermos por nós mesmas, mais direitos conquistaremos. 

Dito isso, temos ciência de que nenhuma luta é em vão e por mais que tenhamos momentos de exaustão e desespero quando nada parece estar mudando, podemos acreditar que as coisas estão sim mudando a cada dia que passa! 

A sororidade, a empatia e o entendimento são consequência do espírito de união feminina, sendo assim essencial para o nosso progresso! Vamos juntas! E FELIZ DIA NACIONAL DA MULHER!!!

Isabela Ramalho

Empreendedora e entendedora de futilidades, apaixonada por tecnologia, autoconhecimento e fotos em tons pastéis.