A advogada Valéria Lúcia dos Santos, que foi algemada e arrastada por policiais de dentro de uma sala de audiência, há dois meses atrás, irá abrir seu primeiro escritório voltado para causas de pessoas negras. E a sala dela será em frente ao Fórum de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, mesmo lugar onde foi indevidamente retirada e impedida de exercer sua profissão.

O escritório será voltado não somente para a população negra, mas também outros grupos socialmente minoritários. Hoje Valéria atua na área cível e trabalhista, mas tem como objetivo se especializar na esfera criminal, para ‘garantir os direitos de pessoas de classe social baixa’.

 

Apesar de ter ganhado a causa de sua cliente, que estava sendo cobrada indevidamente, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, presidente da Comissão Judiciária dos Juizados Especiais (Cojes) do Tribunal de Justiça, inocentou a juíza Ethel Tavares de Vasconcelos, que decretou a prisão de Valéria, e ainda alegou que ela “se jogou no chão” e apenas foi “momentaneamente algemada.”

Em uma entrevista para o portal Universa, ela disse que o fato repercutiu de tal forma, que depois do ocorrido seu número de clientes triplicou, e ela também passou a dar palestras pelo país.

É nosso dever como sociedade não nos calarmos perante situações como essa. Vamos fazer barulho, nos manifestar e mostrar que casos como os de Valéria não podem continuar se repetindo. Estamos juntas e seguimos cada vez mais fortes e resistindo! #NegrasOcupam.

 

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