Três estratégias para deixar os problemas longe de casa

Quem nunca sentiu que estava em um lugar “micado”, onde os Planos não davam certo e as pessoas não tinham prazer em ficar? Por outro lado, qual de nós não guarda a lembrança de um lugar mágico, de puro aconchego, com a temperatura ideal no ar-condicionado, onde até as plantas se davam bem?

O que diferencia o segundo do primeiro não tem nada a ver com sorte, mas com a capacidade (consciente ou não) de afastar os aborrecimentos dali.

Ciente da influência dos lugares sobre o nosso estado mental, usei uma frase da personagem de Audrey Hepburn, em Bonequinha de Luxo, como ponto de partida para decorar o meu quarto: “Nada de mal pode nos acontecer na Tiffany”, dizia Holly Golightly.

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Era assim que eu queria me sentir quando chegasse em casa; em um lugar protegido e exclusivo. Por isso pintei as paredes de azul turquesa – a mesma cor das caixinhas de joias da Tiffany – e então, mesmo depois de um dia difícil, é só eu entrar na minha “blue box” para reencontrar a paz.

À primeira vista, esse cuidado parece bobagem, mas faz todo o sentido se pensarmos na casa como uma extensão de nós mesmas, uma espécie de camada mais externa da nossa pele.

Se nos protegemos do frio nos agasalhando, do sol usando filtro solar e dos resfriados tomando vitamina C, o lugar que nos abriga também merece uma blindagem contra ataques indesejados.

E não me refiro apenas a invasores de carne e osso, não. Os vilões invisíveis podem ser tão ou mais nocivos porque não há chave, alarme ou cerca elétrica que os espante.

Se você quer fazer da sua casa ou escritório um santuário à prova de emoções tóxicas, que tal incorporar alguns hábitos à sua rotina?

1. Invista no happy hour

Eu sei que você já ficou fora de casa o dia todo, que a roupa para lavar está acumulada e que a sua vontade é se jogar na cama até o dia seguinte, mas ir para casa direto do trabalho pode não ser a melhor ideia, mesmo que o seu dia tenha sido bom.

Imagine quatro pessoas chegando em casa ao mesmo tempo, ainda “quentes” do dia. Uma recebeu a notícia de que foi promovida, enquanto o outro foi demitido. Um filho levou advertência na escola, enquanto o outro foi campeão no futebol.

A mistura de acontecimentos mal digeridos predispõe a desentendimentos que poderiam ser facilmente evitados, se todos gastassem uma hora em um lugar neutro, antes de voltarem para casa.

Fazer atividades físicas, turbinar o networking, ir ao cinema ou mesmo escutar as músicas favoritas no trânsito são formas de desligar o automático e ajudar a nos conectar com a casa (e com quem a compartilhamos) assim que entrarmos nela.

2. Contemple todo o sistema perceptual

É comum só pensarmos no conforto auditivo, por exemplo, quando surge um grande incômodo, como a reforma no apartamento vizinho ou obras na rua. Nós, ocidentais, tendemos a ser mais visuais e a negligenciar os outros sentidos, mas qual a graça de entrar em um apartamento lindamente decorado, no qual alguém se esqueceu de tirar o lixo cheio de restos do bacalhau de domingo?

O olfato, aliás, é um dos sentidos pelos quais mais deveríamos zelar porque é o único que não precisa de um tradutor no cérebro. Basta as narinas receberem o estímulo para, imediatamente, sentirmos repulsa ou desejo de aproximação.

Sendo assim, além de zelar pela limpeza, vale trazer para casa os cheirinhos favoritos, como o alecrim do ensopado que a sua avó fazia ou o aromatizador do resort em que você se hospedou no verão. O importante é se cercar de odores que remetam você aos lugares em que já se sentiu feliz, amada e segura.

Cuidar do tato também é importante, já que a pele é o maior órgão do corpo. Veludo ou couro? A textura dos materiais de que você se cerca ajudam a compor a sua “perrengue-free zone”.Sem falar na temperatura ambiente, motivo de briga entre muitos casais. Poder ajustar o clima – fresquinho para estudar, morninho para dormir – além de selar a paz no lar, ajuda a induzir à sensação desejada.

3. Adote o resguardo offline

A maneira mais simples de blindar a sua casa contra pessoas, pensamentos e emoções tóxicos pode ser também a mais desafiadora. Consiste em domar o impulso de checar os e-mails ao abrir os olhos pela manhã e de dar a última olhada no Instagram enquanto o sono não vem.

Por mais que você tenha bloqueado o amigo sem noção ou descurtido a página de notícias sangrentas, é impossível controlar todas as postagens alheias, ainda mais se as suas redes são de uso profissional ou compostas por gente que você não conhece pessoalmente.

O impacto de uma imagem de mau gosto pode durar horas e azedar o dia em que você precisava estar bem para uma apresentação importante no trabalho ou perturbar a noite de sono anterior a ela.

Por isso, o ideal é desligar o wi-fi de duas horas antes de dormir até a primeira hora depois de acordar.

Dia desses, a Sandra, que me assessora na limpeza, estava no meu home office e eu fui atender uma diretora executiva superdurona no quarto. Aquela sessão de coaching por Skype foi curiosa porque entramos em um clima de intimidade maior e ela acabou revelando um sentimento especial por um colaborador.

Talvez, inconscientemente, ao “levá-la” para o meu quarto, eu tenha aberto espaço para ela se mostrar além da persona profissional. Apesar de a experiência ter sido produtiva, fica um alerta para quem, como eu, trabalha em casa: filtrar até que nível de privacidade os clientes, colegas ou fornecedores vão partilhar.

A Oprah diz que a nossa casa tem de nos abraçar quando entramos nela e é a mais pura verdade. Se não podemos exterminar toda a intolerância que anda imperando por aí, podemos fazer da nossa casa uma bolha recicladora de energia. E, começando pelo nosso mundo, ajudar a transformar o mundo inteiro.
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*Economia obtida em testes realizados pela LG comparando o modelo Inverter V com um modelo não Inverter.

 

Priscilla de Sá

Jornalista

Jornalista, Psicóloga, Coach, Palestrante e mãe do Pedro (nunca nessa ordem). Apaixonada por livros, vinhos e queijos, ela tem um Plano: ajudar as mulheres a assumirem a liderança das organizações e, principalmente, das próprias vidas.